mal

antes de nada

desde que acordas, e mesmo que durmas, enquanto durmas até, esse coração não pára,

e se acordas, não é para fazer mal, se por mal quiseres dizer, mal intencionado,

bem mal fazemos, às vezes sem saber, e outras só depois,

O que é mal? Tens de ser tu a dizê-lo, mas em voz alta, não vás esquecer ou nunca saber do que és feito, e assim sabemos, todos, se o rebatemos.

seja como for, há um dia em que não acordas,

nos outros

ai de ti se não te mexes,

nem que seja para fazer mal.

Franz E., junho 2017

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Incluidos

Vivemos uma ilusão de cada vez. Esta ou aquela ilusão. Pouco importa, desde que nos faça incluídos. Que nos faça sentir parte, porque somos sociais. Ao mesmo tempo essa ilusão parece ser só nossa, somos especiais. Vem a vida a dentro e descobrimos que o que fazemos ou pensamos não é assim tão especial. Já outros o pensaram, ou pensam e já o fizeram ou fazem.

A razão mais forte vem da sobrevivência. Sendo sociais sobrevivemos melhor. E até podemos saltar de ilusão em ilusão, umas vezes deliberadamente, outra sem querer, outras porque é uma impossibilidade psicológica evitá-lo.

Assim, fazemos isto nesta ilusão e aquilo na outra. E os livros contam isso. Quando acentamos, e se voltamos a pensar, vimos a merda que fizemos, ou percebemos a importância das pequenas coisas.

Se fosse possível parar as pessoas deste planeta e perguntar-lhes o que estão a fazer, haveríamos de ver as inúmeras possibilidades da história de todas no que cada uma contaria.

E os livros contam isso.

Não levo saudades

“Não levo saudades desta vida” – disse ele e escrevo eu.

“Não diga isso. Tem neta, filhos saudáveis, mulher dedicada, que mais quer?”

Aproximou-se tão perto, baixou a voz – “Estou aqui na vertical, nem sei como, não há canto do corpo que não me doa, nem mesmo a alma. Tenho setenta anos e trabalho 15 horas por dia. Atrás de um balcão, aturo má educação, nem vejo Sol. Estou cansado. Muito.” – encostou-se ao balcão atrás dele.

“O mais espantoso, no meio desta atrapalhada toda, funciona. Isto funciona, mesmo no meio do caos.” – Disse-lhe o outro e escrevo eu.

 

se vais a prémios

O Prémio Literário INCM/Eugénio Lisboa, a decorrer de 1 de fevereiro a 31 de Maio de 2017, irá distinguir obras inéditas de escritores moçambicanos. O júri do Prémio Literário INCM/Eugénio Lisboa é presidido pelo escritor Ungulani Ba Ka Khosa, que em 2007 conquistou o Prémio José Craveirinha com o livro Os Sobreviventes da Noite, sendo ainda composto […]

via Prémio Literário INCM/Eugénio Lisboa até 31 de maio — Escritores.online

27

Foi a 27, não a 31, vai sempre a tempo, em janeiro chora o mundo inteiro, ou devia, mas não, só alguns, poucos, muito poucos, mas que interessa chorar, se melhor é combater, levantar o rabo do banco e dizer que não é esse o caminho, ou então morrer dizendo, porque viver sem ter dito nada deve ser pior, muito pior.

http://www.yadvashem.org/

Trump

acerca de Trump, embaixador Cutileiro refere o que foi dito pelos biógrafos: “só lhe interessa dinheiro, sexo, comida e vingança. A vingança é uma coisa fundamental para ele. Uma situação muito perigosa. Roça o desiquilibrio mental”

http://www.rtp.pt/programa/radio/p2311/e26102008