elevantam-se


Há medida que me afasto dali mais a ansiedade voa, imergia nessa crueldade, existir. Cresci entretanto. Longe eram os tempos irreais em que esperava ao lado do longo fardo de caminhar. Entrava na cidade, cresce uma concha resistente. Os sonhos não morrem, escondem-se até que um dia se agitam no pó e elevantam-se. Esperamos. Esperamos e esperamos. Ora ai está. Na vida não se espera, faz-se. Imagina-se o que quer, pensa-se na ordem em que se quer fazer. Senti as tarefas à espera, objectivos sérios para conquistar. Cansado e completo. O que julgamos sobre nós próprios é supremo… cada um sabe de si. Ser capaz de aceitar isso e assumi-lo perante os outros é um dever muito difícil. O que fazemos conta e o que aprendemos é um passo em frente para a humanidade inteira. Pelo menos assim penso e assim falo a todos. O que decidi está certo.

O Fraco, 6ª parte

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