falta


talvez nunca possa ser assim, tenho a certeza que nunca será assim, que nunca poderemos remediar, não poder voltar atrás. O que sinto, o que sinto mais falta é de um abraço teu, minha filha. Um que desculpasse a falta que te fiz, os meus erros que te perturbaram, ou os berros que te desanimaram. Mesmo num velho que se adorna à cama, não imaginas a falta que faz a tua mão. Daqui, desta minha partida, parece que não te fiz bem nenhum. E não vale a pena desculpar. Só me faz falta a tua mão. Senti-la como a sentia, quando pequena, passeávamos, brincávamos, ou te ajudava a subir ao topo do escorrega ou num daqueles brinquedos de parque mais dificeis. Ou na ida e na volta da escola, a tua mão não me fugia como me foge agora. Com a idade vamo-nos isolando, até não sentir, nem o ar fresco sequer. Mas é a tua mão que me faz falta. O teu abraço que não vem. Não há uma dia que não te pense, nem um momento em que não te deseje sorte. Sorte!

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