morte


vinte dias de vida, a vinte dias da morte. Num flash curto revemos tudo: e torna-se mais frequente à medida que o cabelo fica mais ralo. Tudo aconteceu ontem, mesmo ali, parece que o vemos. E tudo mudou. Já não está. Viveu-se malas feitas, a partir ou a chegar. Os “adeus” multiplicaram-se.Os cumprimentos idem. “Fizeram boa viagem?” ou “Boa viagem.”

Ontem não é igual a hoje, é apenas semelhante e vai mudando até ser radicalmente diferente. Os filhos são crescidos. O corpo dói mais. Vais menos longe. E esperas mais. Tudo ficou mais lento. Já consegues pôr um sorriso para quem quer que seja, e tens sempre um abraço pronto, não tens vergonha de ti e sabes como somos todos frágeis: uns parecem mais do que outros, só isso. Não és fã de ninguém e não queres conhecer mais ninguém. Os problemas são todos pequenos a não ser que estejas com a dor dos teus nas mãos. Mas mesmo ai, ficarás firme, não importa o que o tempo te trouxer.

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