à mesa


sentaram-se à mesa, e resentaram-se noutra mesa, não sei se a mesma, ou outra, diferente, mas a uma mesa. E falaram. Na hora de nos dizer que o acordo já era uma realidade, humilharam esse acordo com um abraço fugidio e com as equipas separadas por uma linha bem vazia e grossa, tão grossa como as duas mesas que as separavam. De um lado um grupo, do outro o outro grupo. Riam-se. Ao mesmo tempo avisavam que os dois anos próximos vão ser difíceis. E esse difícil era mesmo difícil, sem erros ortográficos, por limpo, com todas as letras. A voz roncou grave e séria. E no momento de partilharem galhardetes os olhos não se fitaram, a expressão era de desconfiança e sorriso ensaiava tudo menos empatia. No fim, em vez de termos uma equipa de futebol tínhamos duas, e se pensarmos bem no parlamento, vamos ter três ou quatro a governar o nosso barco, que de barco só tem o nome, porque é uma barcaça cheia de rombos em pleno mar malagueiro. São os meus olhos que vêem isto, são os meus ouvidos que escutam, sou eu que concluo. Bem posso estar errado. bem quero estar errado.

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