Incluidos

Vivemos uma ilusão de cada vez. Esta ou aquela ilusão. Pouco importa, desde que nos faça incluídos. Que nos faça sentir parte, porque somos sociais. Ao mesmo tempo essa ilusão parece ser só nossa, somos especiais. Vem a vida a dentro e descobrimos que o que fazemos ou pensamos não é assim tão especial. Já outros o pensaram, ou pensam e já o fizeram ou fazem.

A razão mais forte vem da sobrevivência. Sendo sociais sobrevivemos melhor. E até podemos saltar de ilusão em ilusão, umas vezes deliberadamente, outra sem querer, outras porque é uma impossibilidade psicológica evitá-lo.

Assim, fazemos isto nesta ilusão e aquilo na outra. E os livros contam isso. Quando acentamos, e se voltamos a pensar, vimos a merda que fizemos, ou percebemos a importância das pequenas coisas.

Se fosse possível parar as pessoas deste planeta e perguntar-lhes o que estão a fazer, haveríamos de ver as inúmeras possibilidades da história de todas no que cada uma contaria.

E os livros contam isso.

Não levo saudades

“Não levo saudades desta vida” – disse ele e escrevo eu.

“Não diga isso. Tem neta, filhos saudáveis, mulher dedicada, que mais quer?”

Aproximou-se tão perto, baixou a voz – “Estou aqui na vertical, nem sei como, não há canto do corpo que não me doa, nem mesmo a alma. Tenho setenta anos e trabalho 15 horas por dia. Atrás de um balcão, aturo má educação, nem vejo Sol. Estou cansado. Muito.” – encostou-se ao balcão atrás dele.

“O mais espantoso, no meio desta atrapalhada toda, funciona. Isto funciona, mesmo no meio do caos.” – Disse-lhe o outro e escrevo eu.

 

se vais a prémios

O Prémio Literário INCM/Eugénio Lisboa, a decorrer de 1 de fevereiro a 31 de Maio de 2017, irá distinguir obras inéditas de escritores moçambicanos. O júri do Prémio Literário INCM/Eugénio Lisboa é presidido pelo escritor Ungulani Ba Ka Khosa, que em 2007 conquistou o Prémio José Craveirinha com o livro Os Sobreviventes da Noite, sendo ainda composto […]

via Prémio Literário INCM/Eugénio Lisboa até 31 de maio — Escritores.online

27

Foi a 27, não a 31, vai sempre a tempo, em janeiro chora o mundo inteiro, ou devia, mas não, só alguns, poucos, muito poucos, mas que interessa chorar, se melhor é combater, levantar o rabo do banco e dizer que não é esse o caminho, ou então morrer dizendo, porque viver sem ter dito nada deve ser pior, muito pior.

http://www.yadvashem.org/

Trump

acerca de Trump, embaixador Cutileiro refere o que foi dito pelos biógrafos: “só lhe interessa dinheiro, sexo, comida e vingança. A vingança é uma coisa fundamental para ele. Uma situação muito perigosa. Roça o desiquilibrio mental”

http://www.rtp.pt/programa/radio/p2311/e26102008

Anton Schimd, Good Samaritan 

Schmid wrote to his wife and daughter before his execution. Here he explained: ‘I have only acted as a human being’.

Will you follow orders or will you act as a human being?

Although the Jews whom he had saved and who were lucky enough to survive the Holocaust honoured Schmid and his family, the wider public first learned about his attempts to help and save Jews in 1961 during the Eichmann trial in Jerusalem. In her book about Eichmann in Jerusalem Hannah Arendt reports how witnesses referred to the saving action of Feldwebel Anton Schmid and that a complete silence of two minutes was observed in the court when Schmid’s deeds were recounted. She adds: ‘And in those two minutes which appeared to be like a sudden burst of light in the midst of impenetrable, unfathomable darkness, a single thought stood out clearly, irrefutably, beyond question – how utterly different everything would be today in this court room, in Israel, in Germany, in all of Europe, and perhaps in all countries of the world, if only more such stories could have been told.

Anton Schmid was executed on 13 April 1942 by a firing squad in a Vilnius prison.

Source: Trinity College Cambridge Sunday 20 October 2013
“Some Modern Saints? Anton Schmid (1900–42)”, Werner Jeanrond

more:http://www.auschwitz.dk/Schmid/Schmid.htm