ler e escrever

O que seria um sem o outro?
“A arte de ler é, em muitas maneiras, contrária à arte de escrever. Ler é um ofício que enriquece o texto concebido pelo autor, aprofundado-o e tornando-o mais complexo, concentrando-o par que reflicta a experiência pessoal pessoal do leitor e expandindo-o para que alcance os mais longínquos confins do universo do leitor e mais além. Escrever, ao invés, é a arte da resignação- o escritor tem de aceitar o facto de que o texto final não será mais do que um reflexo turvo da obra que concebera na emnte, menos ilumnado, menos subtil, menos pungente, mesno preciso.”
Alberto Manguel, Uma História da Curiosidade, p.12, Tinta da China, MMXV, Lisboa.
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Qual é a tua pergunta crucial?

“Talvez toda a curiosidade possa ser resumida na famosa pergunta de Michel Montaigne, “Que sais-je?”, “Que sei eu?” [1].
 
A pensar nisto, talvez que uma pergunta melhor fosse, “o que quero eu saber?” E ai poderemos saber, poderás saber, qual o caminho que vais percorrer.
 
[1]. Alberto Manguel, Uma História da Curiosidade, p.12, Tinta da China, MMXV, Lisboa.
Qual será a tua pergunta crucial?

Que sei eu?

Que quero eu saber?

O que quero fazer?

Outra

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Perguntas cruciais

e outros a pensar noutras perguntas

Guardian, Londres, 2010
O que é a consciência?
O que aconteceu antes do BIG BANG?
A ciência e a engenharia alguma vez nos devolverão a individualidade?
Como lidaremos com o crescimento da população mundial?
Os números primos obedecem a um padrão?
Podemos fazer com que o modo científico de pensar se aplique a todos os campos?
Como podemos garantir que a humanidade sobrevive e prospera?
Alguém consegue explicar conscientemente o significado do espaço infinito?
Algum dia conseguirei gravar o meu cérebro como gravo um programa de televisão?
A humanidade pode chegar às estrelas?
 
Alberto Manguel, Uma História da Curiosidade, p.13, Tinta da China, MMXV, Lisboa.
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perguntas cruciais

“Talvez toda a curiosidade possa ser resumida na famosa pergunta de Michel Montaigne, “Que sais-je?”, “Que sei eu?” [1].
 
A pensar nisto, talvez que uma pergunta melhor fosse, “o que quero eu saber?” E ai poderemos saber, poderás saber, qual o caminho que vais percorrer. Qual seria a tua pergunta crucial?
[1]. Alberto Manguel, Uma História da Curiosidade, p.12, Tinta da China, MMXV, Lisboa.
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quatro mãos

Uma caixa é transportada, pouco antes de ser enterrada, são quatro os homens e quatro as mãos, um apressa-se a enterrá-la, ou melhor a enterrá-lo, o corpo, é um dos genros mais aziagos que nunca suportou o sogro, o outro não sabe ao que vai, é aguenta-te, é pau para toda a obra, sempre tudo ok, onde quer que esteja. O terceiro é neto e leva o corpo com o coração. Debatendo-se com o genro apressado, empurra e puxa para lá -“Vai lá com calma, o corpo já está frio”- A outra é uma mão impossível, não está lá. Vai substituída por uma estrangeira, havia de estar a do filho, ficou para trás, muito antes da morte deste pai, que vai agora a enterrar. Sem afecto, foi criado por este pai austero, de poucas palavras que nunca perguntou ao filho “como estás?”. Foi sempre, faz isto! Faz isto! Faz aquilo! São quatro as mãos e é um pai só, calado sempre, sorriso nunca, austero como sabia que a vida é, um inferno e uma ilusão, sempre.

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Paraíso ou uma ilusão guardada

É isso que procuramos, dentre a merda de vida, falsa e indefinida, imprevisível mesmo, o paraíso. Um hotel ou os amigos, ou a família. É isso o teu paraíso? Ou um jardim, uma casa, um livro,  um salto ou um banho? Todos vivem uma ilusão ponto, é mesmo ponto. Se sabes qual é a tua, melhor, se não, é melhor saberes, cometes muitos erros se não souberes qual é. Que dizer, mesmo que saibas, cometes erros, mas se não souberes, mais e maiores serão.

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porque queres construir o paraíso

e isso com uma questão, porque queres construir o paraíso? Porque todos os dias vives o inferno.

E pode ser um infernozinho, como a vida ocidental, uns apitos e uns acenos, o patrão irrascível e que ninguém sabe o que quer, ou os incêndios, e mesmo a guerra, essa intolerância que já se ultrapassou para entrar numa espiral que não regressa, a não ser que todos estejam exaustos.

É por isso que queres construir o paraíso, quando compras uma casa onde lhe pões flores e animais ou quando fumas umas ganzas e vais para a festa ou mesmo quando compras um automóvel, ou outra coisa qualquer, isso faz-te sentir grande, importante, no teu paraisosinho. Vamos de ilusão em ilusão até esbarramos na realidade, isto é o inferno, isto que vivemos, até custa dizer.

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tempo

para se fazerem as coisas é preciso tempo

anónimo alentejano

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a praça central da tua terra também pode ficar assim

A view over the Old Square of Homs, looking towards the Old Souk, taken from the remains of Marwa and Ghassan’s destroyed architecture studio. Photo: Marwa Al-Sabouni, 2016. At the TEDSummit in June, we featured a talk by a young Syrian architect, Marwa Al-Sabouni. In it, she shares an important and original insight about… via A […]

via A TED talk from a war zone — TED Blog — Franz E.

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A TED talk from a war zone — TED Blog

A view over the Old Square of Homs, looking towards the Old Souk, taken from the remains of Marwa and Ghassan’s destroyed architecture studio. Photo: Marwa Al-Sabouni, 2016. At the TEDSummit in June, we featured a talk by a young Syrian architect, Marwa Al-Sabouni. In it, she shares an important and original insight about…

via A TED talk from a war zone — TED Blog

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