Ajuda

Ajuda

Tarde ou cedo, precisas de uma ajuda

Anúncios

um ponto branco num quadro negro

se de negro se falar de maleita

se de negro se falar de desgraça

Vai o caminho  negro deste mundo

E já não era assim? Sim, mas não tão negro. Não tão fora da utopia de um lugar melhor, mais justo e tolerante. Essa ilusão que se carrega perde-se assim, não somos tão tolerantes assim: matamos um outro com mais facilidade do que se pensa e até a ditadura tem simpatias: danças conforme.

As ditaduras, que queimam tudo o que não vai no mesmo tom, querem dissolver a língua dos outros porque diferente, chamam-lhes bárbaros, queimam-lhes até a alma e são todos E somos todos, é isso que mais custa, depois da miséria do holocausto, de todos os eliminiacionismos, somos ditadores logo logo que se veja a oportunidade.

Então percebe-se porque um pintor rasga uma tela negra com um ponto branco

Depois de se sentar num banco, sozinho , em silêncio, farto do caminho  que levamos nas mãos, mais não pode, mas parado também não, vai daí desenha o que lhe parece justo, desenha para acordar pelo menos um desaparecido

Franz E., agosto 2017

amor muito diferente

as mulheres amam de modo muito diferente do que os homens

ainda bem

Franz E., 20 ago 2017

it’s killing us and Trump = dictator

mal

antes de nada

desde que acordas, e mesmo que durmas, enquanto durmas até, esse coração não pára,

e se acordas, não é para fazer mal, se por mal quiseres dizer, mal intencionado,

bem mal fazemos, às vezes sem saber, e outras só depois,

O que é mal? Tens de ser tu a dizê-lo, mas em voz alta, não vás esquecer ou nunca saber do que és feito, e assim sabemos, todos, se o rebatemos.

seja como for, há um dia em que não acordas,

nos outros

ai de ti se não te mexes,

nem que seja para fazer mal.

Franz E., junho 2017

View original post

Incluidos

Vivemos uma ilusão de cada vez. Esta ou aquela ilusão. Pouco importa, desde que nos faça incluídos. Que nos faça sentir parte, porque somos sociais. Ao mesmo tempo essa ilusão parece ser só nossa, somos especiais. Vem a vida a dentro e descobrimos que o que fazemos ou pensamos não é assim tão especial. Já outros o pensaram, ou pensam e já o fizeram ou fazem.

A razão mais forte vem da sobrevivência. Sendo sociais sobrevivemos melhor. E até podemos saltar de ilusão em ilusão, umas vezes deliberadamente, outra sem querer, outras porque é uma impossibilidade psicológica evitá-lo.

Assim, fazemos isto nesta ilusão e aquilo na outra. E os livros contam isso. Quando acentamos, e se voltamos a pensar, vimos a merda que fizemos, ou percebemos a importância das pequenas coisas.

Se fosse possível parar as pessoas deste planeta e perguntar-lhes o que estão a fazer, haveríamos de ver as inúmeras possibilidades da história de todas no que cada uma contaria.

E os livros contam isso.